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HISTÓRIA DO HOSPITAL - Mais história ...

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HISTÓRIA DO HOSPITAL
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Esta página tem a finalidade de levar ao conhecimento de nossa gente o que foi e o que é o Hospital Nossa Senhora das Dores de Ponte Nova.
De todos conhecida é aquela cena da mulher estendida, morta, no adro da igreja Matriz de São Sebastião, encontrada pelo Pe. João Paulo Maria de Brito ao descer a Rua do Rosário, hoje Cantídio Drumond, para a celebração da missa, naquela chuvosa manhã de 1871.

Outro intuito não alimentou o vigário senão o de construir uma casa, pequena que fosse, mas que pudesse servir de abrigo, amparo e assistência aos deserdados da sorte.
Surgida a idéia, o povo, na sua totalidade se movimentou no sentido de cooperar intensamente para a construção do que seria o primeiro Hospital de Ponte Nova.
Isto se concretizou no dia 21 de setembro de 1873, sob proteção de Nossa Senhora das Dores, cercada do carinho da população agradecida que, esplendorosa num só entusiasmo, ria e aplaudia. Era o hospital da nossa cidade.
Era a casa dos nossos doentes.
Era o lenitivo das nossas dores.
O Hospital de Nossa Senhora das Dores, completa, setembro próximo, 142 anos de existência.
Crescendo sempre, e sempre de braços abertos, continua prestando assistência apropriada, não apenas em termos de equipamentos atualizados, mas, principalmente, no que diz respeito ao ilustre corpo clínico que trabalha com seriedade, dedicação e competência.

Distribuídos em vários setores, enfermeiros e funcionários capazes, num total de 504, continuam ciosos de seus elevados deveres. Cumprindo seus objetivos, aprimorando seu atendimento, o Hospital de Nossa Senhora da Dores conta com o total reconhecimento da sociedade. Por isso é que ele, com esta idade, não apresenta sequer uma ruga e nem um fio de cabelo branco...

 

Na sua essência, traz o bafejo da eterna juventude, ornada de virtudes, o que faz com que ele prossiga distinguindo o mais do menos, a ordem da desordem, o amor do desamor.
Desde a sua inauguração - 21 de setembro de 1873 - sem recursos para se manter, o Hospital de Nossa Senhora das Dores, durante muitos anos, recebia donativos.   
As fazendas vizinhas ofereciam arroz, fubá, feijão, açúcar. O padreGerônimo Migliarini, que colaborava generosamente nas atividades do Hospital, por feliz inspiração, instituiu, em 1904 a Romaria 13 de maio que, desde aquele ano até hoje continua sendo o Dia do Hospital.
Nesse dia, essa Casa dos Enfermos - Salus Infirmorum - recebia o povo e notadamente, os alunos dos Grupos escolares que, num gesto edificante, traziam meio quilo de arroz, de açúcar, de feijão, um pacote de maizena, uma vela, uma caixa de fósforos, enfim o que cada um podia, a fim de prover o Hospital que a todos servia sem fins lucrativos. Assim, durante muitos anos.

Há 145 anos, anualmente, o 13 de maio era comemorado, com o seguinte programa:
À noite, a procissão de Nossa Senhora das Dores, da matriz de São Sebastião ao Hospital.
O andor, brilhante, florido, é transportado pelo povo, com a centenária iimagem.
A caminhada é lenta e piedosa; os movimentos que a procissão executa tem suave ondulação, dando a idéia de que as pessoas, num arroubo de ternura, desejassem que, em lugar do andor, ali estivesse um berço, e nele a imagem de Nossa Senhora recém-nascida. Hoje o transporte é feito através de um carrinho enfeitado, todavia com a mesma piedade.   
As chamas das velas, que iluminam a marcha, atestam o calor e o brilho do entusiasmo e da devoção. Chegando ao Hospital, a palavra de uma pessoa escolhida para saudar Nossa Senhora. A seguir, Bênção do Santíssimo e a coroação da Imagem por crianças vestidas de anjo, plenas de emoção infantil.
Chuvas de pétalas vivas, aplausos e música encerram a cerimônia.
Depois, retornam todos aos seus lares, algo de encantamento nos olhos muito de doçura no coração.

Hospital de Nossa Senhora das Dores