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Oncologia - Instituto Miguel Bartolomeu - Hospital de Nossa Senhora das Dores


Para alguns pacientes com câncer colorretal, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim do tratamento pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que o paciente se sente aliviado com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria dos pacientes que tiveram câncer colorretal. Em outros pacientes, o câncer pode não desaparecer completamente e eles continuarão realizando tratamentos regulares com quimioterapia, radioterapia ou outras terapias para tentar manter a doença sob controle. A vida após o câncer significa voltar a realizar suas atividades e também a fazer novas escolhas.

Cuidados no acompanhamento

Quando o tratamento terminar, os médicos irão acompanhá-lo de perto por alguns anos. Por isso, é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre o examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagem para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos para o câncer podem apresentar efeitos colaterais. Alguns podem durar apenas alguns dias ou semanas, mas outros podem durar mais tempo. Alguns efeitos colaterais podem não aparecer até mesmo anos após o término do tratamento. Suas visitas ao médico são um bom momento para fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você perceba ou preocupações que você possa apresentar.

Para todos os pacientes com câncer colorretal que já terminaram o tratamento, é importante informar aos seus médicos sobre quaisquer novos sintomas ou problemas, pois eles podem ser provocados pelo retorno do câncer, por uma nova doença ou por um segundo câncer.

Acompanhamento clínico

Em pessoas sem sinais remanescentes de câncer, muitos médicos recomendam visitas de acompanhamento e exames de tomografia computadorizada a cada 6 a 12 meses nos primeiros 2 anos após o tratamento, e visitas anuais e tomografias após esse tempo, embora as visitas ao médico possam ser mais frequentes no início.

Registros médicos

Eventualmente em algum momento após o diagnóstico e o tratamento do câncer colorretal, você pode consultar outro médico, que desconheça totalmente seu histórico clínico. É importante que você seja capaz de informar ao novo médico os detalhes do diagnóstico e do tratamento. Verifique se você tem ao seu alcance, informações como:

Cópia do laudo de patologia e de qualquer biópsia ou cirurgia.
Cópia do relatório de alta hospitalar.
Cópia do relatório do tratamento radioterápico.
Cópia do relatório quimioterápico, incluindo medicamentos utilizados, doses e tempo do tratamento.
Exames de imagem.
O médico pode querer manter cópias dessas informações, não se esqueça de sempre manter cópias de tudo com você também!

Exames de acompanhamento

Colonoscopia. Na maioria dos casos, o médico solicitará uma colonoscopia após um ano da cirurgia. Se os resultados forem normais, a maioria dos pacientes não precisará de outra em um período de até 3 anos. Se os resultados desse exame forem normais, a periodicidade dos exames poderá ser a cada 5 anos. Se a colonoscopia mostrar áreas anormais ou pólipos, o exame pode ser repetido com mais frequência.

Proctoscopia. Se o tumor foi removido por excisão transanal, provavelmente será solicitado proctoscopia a cada 3 a 6 meses nos primeiros dois anos após o tratamento, depois a cada 6 meses, para acompanhamento clínico.

Exames de imagem. A solicitação de exames de imagem dependerá do estadiamento da doença e de outros fatores. As tomografias computadorizadas podem ser feitas regularmente, anualmente para pacientes com maior risco de recidiva, especialmente nos primeiros anos após o tratamento. Pacientes que tiveram tumores removidos no fígado ou nos pulmões podem precisar fazer exames com uma maior periodicidade.

Antígeno carcinoembrionário (CEA). É uma substância que pode ser encontrada no sangue de alguns pacientes com câncer colorretal. Os médicos geralmente verificam os níveis desse marcador com um exame de sangue antes do início do tratamento. Se esse marcador estiver elevado no início e voltar ao normal após a cirurgia, ele pode ser verificado durante o acompanhamento clínico após o tratamento. Se nesse período o nível do marcador tumoral aumentar, pode ser um sinal de que a doença voltou e exames de colonoscopia ou de imagem podem ser solicitados para tentar localizar o local da recidiva.

Gerenciando os efeitos colaterais

A maioria dos efeitos colaterais desaparece após o término do tratamento, mas alguns podem continuar e precisam de cuidados especiais no gerenciamento. Por exemplo, pacientes com colostomia ou ileostomia podem precisar da ajuda de profissionais de saúde para aprender a cuidar das bolsinhas de colostomias.

Como diminuir o risco do câncer progredir ou recidivar?

Permanecer tão saudável quanto possível é mais importante do que nunca após o tratamento do câncer colorretal. Parar de fumar e manter uma alimentação saudável pode ajudá-lo a reduzir o risco da recidiva e a protegê-lo de outros problemas de saúde.

O consumo de tabaco está claramente relacionado ao câncer colorretal, então não fumar ajuda a reduzir seu risco. Não se sabe com certeza se isso ajudará, mas se sabe que isso ajudará a melhorar sua apetite e seu estado geral de saúde, além de reduzir a chance de desenvolver outros tipos de câncer.

Faça escolhas saudáveis. O diagnóstico de câncer colorretal faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária, tentam diminuir o consumo de álcool e  param de fumar. Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

Suplementos dietéticos

Até o momento, nenhum suplemento dietético, incluindo vitaminas, minerais e produtos à base de plantas, mostrou diminuir o risco da progressão ou recidiva do câncer colorretal. Isso não significa que nenhum suplemento ajudará, mas é importante saber que nenhum suplemento é eficaz.

Se você está pensando em tomar qualquer tipo de suplemento nutricional, converse antes com seu médico, para decidir quais você pode usar com segurança, evitando aqueles que podem ser prejudiciais.

Vitamina D. Algumas pesquisas sugerem que os ex-pacientes de câncer colorretal com níveis mais altos de vitamina D podem ter melhores resultados do que aqueles com níveis mais baixos. Mas ainda não está claro se tomar suplementos de vitamina D significa obter melhores resultados.

Cálcio. Algumas pesquisas sugerem que suplementos de cálcio podem reduzir o risco de pólipos colorretais em pessoas que já tiveram pólipos, mas não está claro se os suplementos de cálcio podem reduzir o risco da recidiva do câncer colorretal.

Álcool

O consumo de álcool tem sido associado a um risco aumentado de câncer colorretal, especialmente nos homens. Mas não está claro se afeta o risco da recidiva da doença.

Recomenda-se limitar o consumo de álcool a 1 dose por dia para as mulheres ou 2 doses por dia para homens para ajudar a reduzir o risco de contrair certos tipos de câncer, incluindo o câncer colorretal. Mas para pacientes que terminaram o tratamento do câncer, os efeitos do álcool sobre o risco da recidiva são amplamente desconhecidos. Esta questão é complicada pelo fato de que o consumo de álcool em pouca ou moderada quantidade tem sido associado a um menor risco de doença cardíaca.

Como esta questão é complexa, é importante discutir isso com seu médico, levando em consideração seu risco de recidiva de câncer colorretal ou de um novo câncer colorretal, seu risco de doença cardíaca e o risco de outros problemas de saúde relacionados ao uso de álcool.

Parar de fumar

Parar de fumar pode ter outros benefícios para a saúde, bem como reduzir o risco de alguns outros tipos de câncer. Se precisar de ajuda, converse com seu médico ou ligue para 31 -3819 2679.

* Fonte - .oncoguia.org.br/conteudo/vivendo-com-o-cancer